CADÊ A NOTA DO CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA.

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Conselho Federal de Economia emite nota criticando medidas de Temer na área econômica.É a notícia estampada na imprensa neste final de semana (3/7/2016), onde através de nota à imprensa os 18 conselheiros do COFECON avaliaram os “rumos propostos” na politica econômica do governo interino de Michel Temer.

 

Na visão do COFECON as decisões da equipe econômica do governo nas politicas fiscal, tributária e monetária deveria ser alteradas.O órgão também alerta para problemas na política cambial com a recente valorização do dólar.Para o conselho "a principal razão do crescimento do deficit primário não foi a elevação dos gastos, mas a forte contração da receita, em decorrência da retração econômica e da elevação da elisão e sonegação fiscais".

 

Segundo a nota, o país arrecada 72% dos impostos sobre o consumo e renda dos trabalhadores, contra apenas 28% sobre a renda do capital e a riqueza. Na média dos países da OCDE, uma organização de países desenvolvidos e em desenvolvimento, os valores são 33% e 67%, respectivamente.Critica a intenção do governo interino de restringir o aumento das despesas públicas à inflação, sem considerar controle semelhante para as despesas com o pagamento de juros da dívida pública.

 

Nós Administradores quiséramos que nosso órgão maior o CFA também desse a sua contribuição através de uma nota técnica, nos moldes da feita pelo COFECON,em que apontasse a atual situação ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, nos aspectos estratégico, tático e operacional, apontando rumos para chegarmos a uma ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA eficiente e eficaz que atendesse com efetividade a população brasileira nos seus serviços básicos.

 

A desastrosa gestão do governo petista, que culminou com o afastamento da presidente Dilma, pela incapacidade politica e gerencial propicia a que as profissões mostrem serviços e apresentem a sua visão sobre o quadro que está posto, apontando soluções dentro de suas áreas de competência. Infelizmente a categoria dos Administradores através do CFA está em débito com o país.

 

Aliás, até a profissão de Administrador no Brasil está ameaçada com a aprovação do Projeto de Lei nº 4.253/2013 em vias de ser transformado em Lei, e que praticamente esvazia as atribuições do Administrador, o pior é saber que referido projeto de lei tramita desde 2013, e que nada foi feito pelo CFA para barra-lo, passa o atestado de omissão ou de incompetência do órgão maior em defender os interesses dos seus filiados.