SISTEMA CFA/CRA PAROU NO TEMPO.

Foto em Destaque: 

Desatualização da Lei nº 4.769/65, pode causar graves problemas a categoria profissional de Administrador. DE QUEM É A CULPA?

Em 2015 comemorou-se o cinqüentenário da criação da profissão de Administrador no Brasil, através d edição da Lei nº 4.769/65. Muito oba oba, eventos e mais eventos Brasil afora.

A ASBADM, Associação Brasileira de Administradores Servidores Públicos, foi a primeira entidade a criticar o sistema CFA/CRA na qualidade de cartorialmente ter sido designada como órgão fiscalizador da profissão.

Fizemos uma análise publicada no site da ASBADM (www.asbadm.org.br) onde mostramos que a invasão do campo profissional do Administrador foi consagrado na própria lei de criação da profissão e que por cinqüenta anos a situação permaneceu inalterável, sem que o sistema CFA/CRA movimentasse a categoria com vistas a reparar os erros cometidos quando da criação da Lei.

O texto da lei no que diz respeito as atribuições da profissão ficaram inalterados, sem qualquer atualização em razão do avanço da ciência da administração. Houve completa omissão, ou incompetência, mesmo, para tratar do principal assunto que diz respeito a profissão que são suas atribuições.

O sistema CFA/CRA simplesmente não atuou com eficiência e eficácia para atualizar e ampliar as atribuições do Administrador em vista da dinâmica do mercado de trabalho. Pelo contrário, até permitiu e foi condescendente ao permitir que outras profissões adentrasse ao seu mercado de trabalho, sem qualquer resistência maior que repercutisse na sociedade.

O relaxamento, a incompetência, e a falta de visão de futuro bem como a falta de compromisso das entidades do sistema CFA/CRA foi total, deixando coisas simples como a atualização da nomenclatura das atribuições ficassem há cinqüenta anos do mesmo jeito, por exemplo “administração de material”, termo completamente ultrapassado, o certo seria” LOGISTICA”, e assim por diante.

Estes detalhes que não foram tratados no tempo certo, podem ocasionar simplesmente o fim da cargo de Administrador no serviço público, com repercussão no setor privado, por absoluta falta de objeto, pois as suas atribuições estão sendo surrupiadas por outras carreiras que estão sendo criados, sem dar a mínima para a profissão de Administrador.

No momento a ameaça real é dos administradores do serviço públicos que com a aprovação do Projeto de Lei º 4.253/2015 que cria os cargos da carreira de Analista Técnico de Pessoal e de Logistica, esvazia o cargo de administrador no serviço público.

URGE UMA MOVIMENTAÇÃO NACIONAL DA CATEGORIA DE ADMINISTRADOR A FIM DE CORRIGIR ESSES DESVIOS FUNCIONAIS QUE ESTÃO PRESTES A SER PRATICADOS.